domingo, 7 de outubro de 2012

O Equador é Verde


No livro “O Equador é Verde”, o jornalista brasileiro Tadeu Breda, retrata o país vizinho da maneira menos superficial possível.

Breda acompanhou as eleições de 2009 e entrevistou os principais candidatos: Lucio Gutiérrez, Álvaro Noboa e Rafael Correa, que saiu vencedor.

O autor também cita a história recente de instabilidades políticas, o movimento indígena e a promulgação da nova constituição equatoriana, apontando a importância dada à natureza.

O Equador sempre esteve distante dos meios de comunicação do Brasil, porém, nos últimos tempos, os brasileiros têm se aproximados mais de seus vizinhos, o que aumenta o interesse no país.

Vale a leitura para conhecer melhor o Equador.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Exportações do Equador para o Brasil sobem 130%, segundo embaixador

As exportações do Equador para o Brasil subiram 130% no ano até agora, graças, especialmente, a venda de frutas e legumes, segundo o embaixador do Equador em Brasília, Horacio Sevilla, que destacou o bom momento nas relações entre os dois países.

“É um êxito espetacular”, disse Sevilla à agência EFE em Quito.

“Cresceu muito a venda de frutas, vegetais e flores. E estamos esperando algo espetacular, que é a abertura do mercado brasileiro para dois produtos equatorianos emblemáticos: a banana e o camarão”, comentou.

Estes dois produtos não podem entrar no Brasil por questões sanitárias que Sevilla espera que se resolvam antes do fim do ano.

Segundo o diplomata, apesar do Brasil ser produtor de banana, “há uma oportunidade extraordinária” para a comercialização da fruta equatoriana, pois, em sua opinião, a equatoriana é de “melhor qualidade”.

Ainda assim, expressou sua esperança de que no próximo ano, outros produtos entrem no mercado brasileiro e que, além disso, se promova o país para atrair turistas do Brasil, uma nação na qual, nas palavras de Sevilha, “há um boom econômico espetacular”.

O Governo trabalha na possibilidade de estabelecer um voo direto, e há “várias companhias interessadas” e está “pronto um acordo aerocomercial”.

Ainda que não tenha informado números absolutos sobre o comércio, apontou que a balança comercial é deficitária para o Equador, que compras do Brasil aviões e maquinários, além de outras coisas.

Por isso, o Governo tentará reduzir o déficit com o ingresso de novos produtos no Brasil e com turismo.

“No comércio, com um gigante como o Brasil, jamais poderemos ter a balança comercial equilibrada”, disse o diplomata, que espera que isso seja compensado com investimentos e créditos brasileiros.

Sevilla, que é embaixador do Equador no Brasil há um ano, assegurou que as relações entre os países estão em um bom momento e que os dois países apostam na integração regional sem descuidar dos sócios tradicionais do resto do mundo.

Também se mostrou satisfeito pela aproximação cultural e destacou a exposição de cerca de 400 peças da obra do pintor equatoriano Oswaldo Guayasamín, inaugurada em agosto em Brasília.

Segundo o diplomata, até agora 50.000 pessoas visitaram a exposição e os organizadores da mostra preveem que ao fim da exposição, em 14 de outubro, esta cifra chegue a 100.000 pessoas.

O embaixador também destacou as coincidências políticas entre Equador e Brasil marcadas, por exemplo, na União de Nações Sul-americanas (Unasul).

O diplomata disse que o Brasil é para o Equador um “irmão” no político e um “sócio próximo” no comercial, a medida que os países ampliam sua cooperação na área cultural.

“Vivemos afastados: nós olhando para o norte e os brasileiros para a Europa. Agora é hora de nos encontrarmos”, disse o diplomata ao garantir que agora os dois países estão se olhando entre si.

Fonte: Jornal El Universo

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Equador e Brasil assinaram acordos de Cooperação Técnica



Os Governos do Equador e do Brasil, assinaram seis acordos complementares para a execução de projetos que potencializarão a transferência de conhecimentos, tecnologias e capacitação de profissionais.

Os projetos contemplados no acordo serão desenvolvidos nos próximos dois anos nas seguintes áreas temáticas: recursos hídricos, telecomunicações, fortalecimento institucional e modernização do estado (gestão pública), agricultura, saúde e superação da pobreza e inclusão social (desenvolvimento social).

Os acordos complementares são parte dos resultados alcançados na IV Reunião do Grupo de Trabalho de Cooperação Técnica Equador-Brasil, realizado em Quito no último mês de maio, no qual o Equador apresentou propostas para o desenvolvimento no contexto de relações de Cooperação Sul-Sul, orientadas a fortalecer a integração latino-americana, em um intercambio solidário entre os países sócios.

Com a assinatura destes acordos, o Equador avança na reorientação da cooperação no setor do conhecimento e na gestão do talento humano, para acompanhar os processos de transformação definidos soberanamente pelo país.

As propostas equatorianas serão executadas pelos Ministérios de Relações de Trabalho (MRL), de Saúde Pública (MSP), as Secretarias Nacionais de Planejamento e Desenvolvimento (SENPLADES) e de Água (SENAGUA). Por parte do Brasil elaborarão os Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE), da Saúde (MS), e de Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e o Instituto Florestal da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (IFSP).

Fonte: Ministério de Relações Exteriores do Equador

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Câmara de Deputados do Brasil repudia ameaça britânica


A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de Deputados do Brasil emitiu uma nota de repúdio ao governo do Reino Unido pela ameaça de invadir a embaixada do Equador em Londres para prender o australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks.
“Nem mesmo as ditaduras latino-americanas se atreveram a invadir embaixadas para capturar dissidentes, nem proibir que saíssem com segurança para os países concedentes de asilo”, disse a nota assinada pelo presidente da comissão, deputado Domingos Dutra.
Segundo o parlamentar, a Convenção de Viena de 1961 definiu o conceito de imunidade diplomática. “A violação dessa convenção significaria um retrocesso inaceitável, protagonizado pelo governo de uma nação democrática (...) as ameaças do governo do Reino Unido revelam uma velha postura colonialista em relação à América Latina. Será que a reação seria a mesma se o asilo político fosse concedido por um país europeu ou pelos Estados Unidos?” questionou.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Brasil defende inviolabilidade das instalações diplomáticas e apoia o Equador



Diante da tensão instalada depois da diplomacia britânica se revelar disposta a invadir a Embaixada do Equador em Londres para capturar Julian Assange, o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, disse que se solidariza com o governo de Rafael Correa e que não se pode ignorar a “inviolabilidade das instalações diplomáticas”.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Os impérios estão hoje em decadência", diz Alí Rodríguez Araque


"Os impérios estão hoje em decadência, não só o inglês, mas também o estadunidense, mas resistem a ceder em sua condição e a acatar as relações diplomáticas sobre a base do respeito mútuo entre as nações, de não intervenção nos assuntos internos de outros países e do abandono do uso da força (…) Terão que reconhecer que o mundo está mudando, segue mudando e o melhor para todos é manter a paz, sustentar relações em igualdade de condições e tirar proveito do que representa uma solução pacífica para o mundo".


Alí Rodríguez Araque, Secretário geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).


Senador brasileiro apoia asilo do Equador a Julian Assange

Eduardo Suplicy

O senador brasileiro, Eduardo Suplicy, elogiou, em sessão do plenário, o apoio da UNASUL ao governo do Equador.

De acordo ao senador, “o Brasil, ao lado dos países da Unasul, foi firme ao enaltecer o direito soberano que o Equador tem de conceder asilo a Julian Assange, bem como ao exortar a retomada do diálogo entre Quito e Londres, para a construção de uma solução que respeite o direito internacional e, principalmente, respeite as pessoas envolvidas”.
Suplicy argumentou ainda que, uma vez concedido o asilo político a Assange, ele deve ter a permissão para ser transportado em segurança de Londres ao Equador. Do contrário, disse, seria uma violação da soberania do país.